Queria ser um anjo;
Um ser alado e despreocupado a voar pelo céu,
Um ser que não se vê réu,
Que viaja cegamente entre o real e o mito,
Que se descobre no infinito.
Queria ser tudo e muito mais
Queria ser Deus entre outros tais,
Ter poder para ser alguém
Completo sem estar deslocado,
Para ser rochedo sem ter amado.
Mas só o Sonho fala de anjos.
Não há pessoa que seja pássaro
Nem desgraça que seja contente,
Eu podia voar com o corpo
Mas escolhi voar com a mente.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Nim
Água que se esconde no deserto,
Sol que rompe no dia nublado,
Prazer que surge na dor
Ou um certo tão errado.
Procrastinando activamente
Num sorriso sem expressão,
Mágoa que por vezes não pesa
Quando chega ao coração.
É carta enviada sem selo
E coloca pressa na calma,
É calor que derrete gelo,
É calor que gela a alma.
Sol que rompe no dia nublado,
Prazer que surge na dor
Ou um certo tão errado.
Procrastinando activamente
Num sorriso sem expressão,
Mágoa que por vezes não pesa
Quando chega ao coração.
É carta enviada sem selo
E coloca pressa na calma,
É calor que derrete gelo,
É calor que gela a alma.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Biblioteca Sabática #12
Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo seu pseudónimo literário George Orwell (Motihari, 25 de Junho de 1903 - Londres, 21 de Janeiro de 1950), foi um escritor e jornalista inglês conhecido essencialmente por colocar na maioria das suas obras uma grande perspicácia, inteligência e uma clara exposição das injustiças sociais, tudo isto muitas vezes temperado com a dose certa de sátira.
Tido como um dos escritores ingleses mais influentes do século XX, o trabalho de George Orwell perdura nos dias de hoje a nível popular e político, com vários neologismos criados pelo autor a serem adoptados pelo público e com duas das suas obras a destacarem-se em termos de vendas e reconhecimento de todas as outras: a profundamente satírica Animal Farm e o distópico Nineteen Eighty-Four. E é deste último que vamos falar.
Tido como um dos escritores ingleses mais influentes do século XX, o trabalho de George Orwell perdura nos dias de hoje a nível popular e político, com vários neologismos criados pelo autor a serem adoptados pelo público e com duas das suas obras a destacarem-se em termos de vendas e reconhecimento de todas as outras: a profundamente satírica Animal Farm e o distópico Nineteen Eighty-Four. E é deste último que vamos falar.
Nineteen Eighty-Four, também conhecido por 1984 (publicado em 1949) retrata o quotidiano num regime político totalitário e repressivo no ano em questão. Somos apresentados a uma sociedade oligárquica altamente repressiva perante aqueles que se tentam revoltar.
O narrador da história é Winston Smith, um homem a quem é atribuída a missão de perpetuar a propaganda do regime através da falsificação de documentos públicos e livros, de modo a que o Povo pense que o governo é um exemplo de correcção e de defesa dos direitos humanos. No entanto, há medida que vai avançando na sua tarefa, Winston vai ficando cada vez mais desiludido com o governo e com a miserabilidade da sua vida, e é então que decide organizar uma rebelião contra o sistema.
Esta obra mostra-nos Orwell em todo o seu esplendor, pela acutilância e inteligência com que nos apresenta um mundo fictício que poderia ser facilmente confundido com o real. Temos um tema que era apropriado para a época em que foi editado, que se mantém actual e consistente no Presente e que continuará a ser uma obra de referência no Futuro, onde os Homens tem sempre tendência a seguir caminhos mais directos e menos legítimos para alcançar o Poder e exercer o controlo sobre os Homens.
"Big Brother is watching you."
Boas Leituras!
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