Depois da chuva
Surge um imponente Sol
Carregado do álcool inebriante
Das palavras de conforto
Trazidas por um amante
De voz serena e andar elegante.
É o desabrochar da Vida
Que ninguém conhece
Mas nunca quis esquecer,
Pois com ela se ganha
O que se ousou perder.
Enfrente-se o fim da adversidade,
Dos tempos de natureza severa,
Chegámos à plenitude da Primavera.
terça-feira, 23 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Voar
Nasceu ave
De incógnito perfil,
E viu-se encurralada
Nas fortes chuvas de Abril.
Perante tal problema
Pensou como poderia fazer,
Virou avestruz,
E fez a imponência valer.
Mas o céu não se amedronta
Com aves de grande porte.
Afinal, foi motivo incerto
Que já o fez chorar a sua sorte.
A pobre avestruz,
Despida de confiança,
Agora tem que optar:
Só lhe resta correr para o Nada
Ou procurar terra macia
Para a cabeça enterrar.
Foi então que a ave percebeu:
Por tanto querer crescer
A sua verdadeira natureza esqueceu.
Afinal, depois de muito procurar dentro de si,
Mesmo no recanto mais profundo,
Descobriu que tinha alma de rouxinol,
Pequeno em tamanho
Mas capaz de dar a volta ao Mundo.
Por isso encheu-se de coragem
E Zás!
Bateu as asas e voou,
Voou sem nunca olhar para trás,
Sem voltar ao tempo
Em que não sabia do que era capaz.
De incógnito perfil,
E viu-se encurralada
Nas fortes chuvas de Abril.
Perante tal problema
Pensou como poderia fazer,
Virou avestruz,
E fez a imponência valer.
Mas o céu não se amedronta
Com aves de grande porte.
Afinal, foi motivo incerto
Que já o fez chorar a sua sorte.
A pobre avestruz,
Despida de confiança,
Agora tem que optar:
Só lhe resta correr para o Nada
Ou procurar terra macia
Para a cabeça enterrar.
Foi então que a ave percebeu:
Por tanto querer crescer
A sua verdadeira natureza esqueceu.
Afinal, depois de muito procurar dentro de si,
Mesmo no recanto mais profundo,
Descobriu que tinha alma de rouxinol,
Pequeno em tamanho
Mas capaz de dar a volta ao Mundo.
Por isso encheu-se de coragem
E Zás!
Bateu as asas e voou,
Voou sem nunca olhar para trás,
Sem voltar ao tempo
Em que não sabia do que era capaz.
Ilustração da responsabilidade da minha amiga Fipa, uma artista amadora fantástica e autora do blog The Doll House, um blog de rubricas de temas variados como cinema, moda, culinária, música e muito mais. Sintam-se à vontade para fazer uma visita! :)
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Gouryella
Peguei numa tela
E cobri-a de verde,
Descobri que podia fazer dela
O que quisesse.
Pincelei-a com cor garrida:
Uma toada de Sol,
Outra de vida.
Surge então um belo Parque
Que a qualquer um apraz:
Qual Colombo viajante,
Vindo do desgosto acha Paz.
Por ela o tempo corre,
Desfaz-se em poesia e canção;
Afinal de contas,
Entre a magia está um pulmão.
E cobri-a de verde,
Descobri que podia fazer dela
O que quisesse.
Pincelei-a com cor garrida:
Uma toada de Sol,
Outra de vida.
Surge então um belo Parque
Que a qualquer um apraz:
Qual Colombo viajante,
Vindo do desgosto acha Paz.
Por ela o tempo corre,
Desfaz-se em poesia e canção;
Afinal de contas,
Entre a magia está um pulmão.
domingo, 7 de abril de 2013
Ligaya
Don't give up
Because there's no rainbow
In the sky,
If you don't know how to fly
Just jump,
Shake your world
And scream to the people why.
You fell from a little hill,
Not from a bridge,
So get up and climb to the ridge.
Can you feel this?
It's called success,
When you can handle the pain
You'll end up finding happiness.
sábado, 6 de abril de 2013
Biblioteca Sabática #5
Stephen King é um dos escritores que mais aprecio. Poucos autores são têm o seu talento e capacidade de montar enredos com dezenas de camadas diferentes, dispondo-as da forma mais eficaz para sugar o leitor para dentro da história e fazer com que cada página seja devorada mais avidamente do que a anterior. Stephen King não é o Mestre do Terror; ele é sim e sem qualquer sombra de dúvida o Mestre das Emoções, e o livro que trago desta vez não é excepção, muito pelo contrário.
Em A História de Lisey (Lisey's Story no original) somos apresentados a Lisey Landon, mulher que compartilhava uma intimidade profunda e às vezes assustadora com seu marido, Scott, um escritor célebre e cheio de segredos. Um desses segredos era a fonte da sua imaginação, um lugar com a plena capacidade de curá-lo ou destruí-lo. Agora, dois anos depois da morte de Scott, chega a vez de Lisey enfrentar os demónios de seu marido, embarcando numa perigosa viagem à escuridão que ele habitava. A História de Lisey é uma parábola sobre a imaginação e o amor, e sobre o poder imenso que este tem de transformar e salvar alguém.
P.S.: Quem estiver habituado às obras de SK e não conhecer esta é capaz de estranhar, na medida em que os pilares nos quais este livro se suporta e por vezes a própria escrita ao longo da narrativa não são as usuais no autor, o que neste caso particular não é nada mau e resulta em algo fantástico! Como diria Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se". E de que maneira este livro se entranha!
Boas Leituras!
Em A História de Lisey (Lisey's Story no original) somos apresentados a Lisey Landon, mulher que compartilhava uma intimidade profunda e às vezes assustadora com seu marido, Scott, um escritor célebre e cheio de segredos. Um desses segredos era a fonte da sua imaginação, um lugar com a plena capacidade de curá-lo ou destruí-lo. Agora, dois anos depois da morte de Scott, chega a vez de Lisey enfrentar os demónios de seu marido, embarcando numa perigosa viagem à escuridão que ele habitava. A História de Lisey é uma parábola sobre a imaginação e o amor, e sobre o poder imenso que este tem de transformar e salvar alguém.
P.S.: Quem estiver habituado às obras de SK e não conhecer esta é capaz de estranhar, na medida em que os pilares nos quais este livro se suporta e por vezes a própria escrita ao longo da narrativa não são as usuais no autor, o que neste caso particular não é nada mau e resulta em algo fantástico! Como diria Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se". E de que maneira este livro se entranha!
Boas Leituras!
terça-feira, 2 de abril de 2013
(Clan)Destino
Está vento lá fora.
Entro numa velha taberna
Cansada pelos anos
E dou pelo adiantar da hora.
Enfim um abrigo,
Que eu já dera pela demora.
Olho em volta,
Vejo olhares em mim voltados,
Seres humanos desolados,
Uma lista de sonhos inacabados.
Surge em mim a melancolia
De uma estrutura abatida,
Ainda erguida
Mas longe da vida.
É triste terminar um sonho
Na forma de pesadelo,
Mas eis que o fado
Nos envolve no novelo
Do qual a fuga é relativa.
O velho a novo não volta,
E é do morto que a vida se solta.
Entro numa velha taberna
Cansada pelos anos
E dou pelo adiantar da hora.
Enfim um abrigo,
Que eu já dera pela demora.
Olho em volta,
Vejo olhares em mim voltados,
Seres humanos desolados,
Uma lista de sonhos inacabados.
Surge em mim a melancolia
De uma estrutura abatida,
Ainda erguida
Mas longe da vida.
É triste terminar um sonho
Na forma de pesadelo,
Mas eis que o fado
Nos envolve no novelo
Do qual a fuga é relativa.
O velho a novo não volta,
E é do morto que a vida se solta.
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