Tenho vozes dentro de mim.
Sins e nãos agregados
Para me desagregar
Naquilo a que chamo fim.
(AHHHHHHHHH!!!)
Gritos e desesperos
Mais altos do que a voz da razão!
PAREM! PAREM!
Já me sinto a cair, estou tão perto do chão!
Não há nada, não surge nada,
Tudo foge!
Por isso vem a calma, resignada;
Voar ainda não é permitido
E a realidade não é alada.
Ciência, gravidade
E outras forças que me empurram
Para baixo no vazio.
Não há nada, não há nada
Senão o peso do Mundo.
Deu-se o mergulho profundo
Num mar imenso.
E agora, o silêncio...
segunda-feira, 30 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
Brinquedo
Esta história não sei onde vai,
Se este herói triunfa ou cai,
É melhor levantar-me para ver a acção
Se está alguém a lutar ou preciso de entrar
Para ajudar a escrever esta canção.
Sou a marioneta a quem puxam os fios errados,
Se me deixam na rua parto-me em bocados,
Se me fazem real então poderei ser
Uma esperança que cresce
Até tudo morrer.
Bebo a tinta da minha caneta com sofreguidão,
Enclausurado no livro sem saber a razão
Para me custar respirar quando olho para ti,
Quando me calço e divago sem qualquer direcção
Gosto de saber que tenho lugar aí.
Se este herói triunfa ou cai,
É melhor levantar-me para ver a acção
Se está alguém a lutar ou preciso de entrar
Para ajudar a escrever esta canção.
Sou a marioneta a quem puxam os fios errados,
Se me deixam na rua parto-me em bocados,
Se me fazem real então poderei ser
Uma esperança que cresce
Até tudo morrer.
Bebo a tinta da minha caneta com sofreguidão,
Enclausurado no livro sem saber a razão
Para me custar respirar quando olho para ti,
Quando me calço e divago sem qualquer direcção
Gosto de saber que tenho lugar aí.
domingo, 15 de junho de 2014
Essência
Como é inestimável
Quem me deixa tão doente,
Doença tão saudável,
Física ou da mente
De que sofre quem não a sente;
Tendo na pena uma casa
E na palavra cidade
De tantas ideias originais,
Únicas na multiplicidade
E inspirando quem expira
Sendo um entre os demais
E vítima de falsos doutos;
Essencialmente incomum,
Diferente de si e dos outros.
Quem me deixa tão doente,
Doença tão saudável,
Física ou da mente
De que sofre quem não a sente;
Tendo na pena uma casa
E na palavra cidade
De tantas ideias originais,
Únicas na multiplicidade
E inspirando quem expira
Sendo um entre os demais
E vítima de falsos doutos;
Essencialmente incomum,
Diferente de si e dos outros.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Dual
Há dois tipos de atitudes:
As certas e as memoráveis.
Há dois tipos de caminhos:
Os conhecidos e os da felicidade.
Há dois tipos de pessoas:
As que morrem precocemente e as que nunca param de sonhar.
Há dois tipos de momentos na minha vida:
Aqueles que passo contigo e aqueles em que estou à tua espera.
As certas e as memoráveis.
Há dois tipos de caminhos:
Os conhecidos e os da felicidade.
Há dois tipos de pessoas:
As que morrem precocemente e as que nunca param de sonhar.
Há dois tipos de momentos na minha vida:
Aqueles que passo contigo e aqueles em que estou à tua espera.
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