Cair-lhe água do rosto tornou-se trivial,
Com o Mundo do avesso
Esqueceu-se de que era especial,
Abriu as portas e abraçou a Dor,
Trancou-se de seguida sem mais nada em seu redor.
Mandou o Amor de viagem com bilhete só de ida
E escondeu-se como se não houvesse outra saída,
Mas a Dor sussurrou-lhe para que só ela escutasse
Que apenas visitava quem a si aguentasse:
Do coração fraco apenas restavam pedaços
Mas o dela, pequenino, resistia aos fracassos
Desta vida, da outra e da que estivesse para vir,
Encolhida no seu cantinho nada mais a podia ferir.
Bastava encontrar a luz e esperar o que viesse a seguir
E cedo se recordaria do seu destino e voltaria à estrada,
Porque perder-se no caminho fazia parte da jornada.
domingo, 30 de novembro de 2014
domingo, 23 de novembro de 2014
Oblívio
Hoje veio tão cedo
E eu não estava preparado,
Perdido nos meus planos para Amanhã,
Com Ontem recém-chegado
A inspirar o aroma do medo,
Dando o tempo como contado,
Contando-o como se tivesse acabado.
Nada permaneceu enquanto eu permaneci
E agora que tento mudar
Tudo foge de mim:
O chão debaixo dos meus pés,
O sal das marés,
As flores do jardim.
Tarde era quando achei ser possível,
Agora é apenas irrealidade;
Da minha revolução não brilha o sol
Nem urge tempestade.
Fui absorvido pela vontade
Que já não posso ter,
Pois o desejo agora é nada
E nada é o meu morrer,
E na despedida de mim e daquilo
Que quis pela manhã,
Lembro-me que todo o Ontem já foi um Amanhã.
E eu não estava preparado,
Perdido nos meus planos para Amanhã,
Com Ontem recém-chegado
A inspirar o aroma do medo,
Dando o tempo como contado,
Contando-o como se tivesse acabado.
Nada permaneceu enquanto eu permaneci
E agora que tento mudar
Tudo foge de mim:
O chão debaixo dos meus pés,
O sal das marés,
As flores do jardim.
Tarde era quando achei ser possível,
Agora é apenas irrealidade;
Da minha revolução não brilha o sol
Nem urge tempestade.
Fui absorvido pela vontade
Que já não posso ter,
Pois o desejo agora é nada
E nada é o meu morrer,
E na despedida de mim e daquilo
Que quis pela manhã,
Lembro-me que todo o Ontem já foi um Amanhã.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Pensamento #9
A beleza e a fatalidade do Amor residem no facto de nada ser garantido e tudo poder acontecer.
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