segunda-feira, 30 de junho de 2014

Vozes

Tenho vozes dentro de mim.
Sins e nãos agregados
Para me desagregar
Naquilo a que chamo fim.
(AHHHHHHHHH!!!)
Gritos e desesperos
Mais altos do que a voz da razão!
PAREM! PAREM!
Já me sinto a cair, estou tão perto do chão!
Não há nada, não surge nada,
Tudo foge!

Por isso vem a calma, resignada;
Voar ainda não é permitido
E a realidade não é alada.
Ciência, gravidade
E outras forças que me empurram
Para baixo no vazio.
Não há nada, não há nada
Senão o peso do Mundo.
Deu-se o mergulho profundo
Num mar imenso.
E agora, o silêncio...

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