quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Vácuo

Nada.

É o que sou, o que sei, o que tenho.
Não é o que procuro mas aquilo que encontro.
É o que vejo, quando vou e quando venho
E quando viajo mais um pouco.

Nada é o que dou,
Nada é o que escrevo,
Nada é quem me amou
E como tal é quanto devo.

Nada é o que tenho de memorável,
Nada é comigo num par de meses
E ainda assim tão mencionado
Pois tanta gente faz nada muitas vezes.

Nada é tudo o que digo
Por muito adornado que pareça,
Nada é um verdadeiro amigo
Com tudo o que me ocupa a cabeça.

Vendo bem, nada era o ideal
Porque nada é pura paz,
Mas como nada é o que aparenta
Não é nada o que este caminho me traz.

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