quarta-feira, 6 de março de 2013

Engenharia

Sou engenheiro de pessoas
Mas trabalho com afinco
Em inanimados entorpecidos
Que me aturam até ao ano cinco.

Diz-se que o Homem é vivo
Mas não sei se será mais
Se lhe encontro semelhanças
Com o comum dos materiais.

Pois que os há polímeros,
Novos e por descobrir,
Complexos e úteis,
Mas usados e abusados
Até que os façam ruir.

Vejo também os metais,
Experientes e resistentes,
Há anos feitos para ajudar
E sob pressão mais fáceis de vergar.

Oh! E quantos cerâmicos
Encontramos entre emoções!
Aumentem temperaturas e pressões,
Quanta dureza a levar outros a reboque
Mas tanta fragilidade ao choque!

O que dizer dos semicondutores,
Materiais de tudo ou nada
Uma amostra manipulada
Sem poder e vontade própria
Trazem Inferno ou Cornucópia.

No meio de todos
Temos os Biomateriais
Vivem connosco,
Salvam-nos a vida
E enchem-nos de ideais!

Sou Engenheiro de pessoas
E estou em missão ruim.
Percebo os materiais
Mas não me entendo a mim.

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