O Poeta sonha
Com a obra que nasce
Da alegria que ele ponha
No papel,
Da vontade medonha
Em ser o que faz.
O poeta sente no interior
Mas quando passa para o exterior
É que mostra que é capaz,
Que escreve o que ama e ama o que escreve,
E para além das palavras
Não se conteve
Na verdade ou musicalidade
Dos conteúdos e pensamentos
Que surgem da ponta
Do lápis, da caneta, ou da pena.
É aí que a magia acontece,
Quando o Homem deixa de temer
O poder do vocábulo
E se deixa expor como mero Ser
Perante um tribunal repleto,
Pois quando for julgado
Será aclamado e completo,
De lado deixa o arrependimento
Saindo das sombras
A toda a brida!
Ser poeta não é viver Poesia
É poetisar a Vida!
Quando li este poema fez-me lembrar Pessoa, a mesma paixão, simplicidade e harmonia. Adorei a liberdade com que escreveste e a profundidade das tuas palavras, é impossível não nos apaixonarmos por "Poesia"...
ResponderEliminarObrigado do fundo do coração, a sério! Mas eu estou a centenas de anos-luz do Pessoa; aliás, nem isso devo dizer porque simplesmente não mereço ser sequer comparado a ele... Mas um elogio desses é sempre um autêntico "insuflador de ego" para um amador como eu! :)
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