De incógnito perfil,
E viu-se encurralada
Nas fortes chuvas de Abril.
Perante tal problema
Pensou como poderia fazer,
Virou avestruz,
E fez a imponência valer.
Mas o céu não se amedronta
Com aves de grande porte.
Afinal, foi motivo incerto
Que já o fez chorar a sua sorte.
A pobre avestruz,
Despida de confiança,
Agora tem que optar:
Só lhe resta correr para o Nada
Ou procurar terra macia
Para a cabeça enterrar.
Foi então que a ave percebeu:
Por tanto querer crescer
A sua verdadeira natureza esqueceu.
Afinal, depois de muito procurar dentro de si,
Mesmo no recanto mais profundo,
Descobriu que tinha alma de rouxinol,
Pequeno em tamanho
Mas capaz de dar a volta ao Mundo.
Por isso encheu-se de coragem
E Zás!
Bateu as asas e voou,
Voou sem nunca olhar para trás,
Sem voltar ao tempo
Em que não sabia do que era capaz.
Ilustração da responsabilidade da minha amiga Fipa, uma artista amadora fantástica e autora do blog The Doll House, um blog de rubricas de temas variados como cinema, moda, culinária, música e muito mais. Sintam-se à vontade para fazer uma visita! :)

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