domingo, 21 de julho de 2013

Labirinto

Enveredaste por esse caminho
Complexo e enfadonho
E deste por ti desorientado
Num cruzamento medonho
Que te leva a um percurso
Que nunca podes dar por terminado,
Mais pesadelo que sonho.

E tu andas, e andas,
Deambulas em busca de rumo
Levado à exaustão,
Queres ver-te derrubado
Mas nem para isso tens solução,
Já que nem funciona o teu Fio de Prumo
Para saberes se ainda estás levantado.

O que será mais irónico
São as paredes desse labirinto,
Feitas da mais efémera terra
Mas suficientes para te deixarem faminto,
És único mas não chegas,
E o teu ideal acabará extinto
Porque não foste lesto a cavar
E acabaste apeado,
Porque temias o que havia do outro lado.

Por isso não curves ao sabor da estrada,
Segue em frente, em linha recta
Que com menos de nada não ficas
E podes chegar a tudo,
Aí serás peixe graúdo.

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