Ken Follett (nascido em Cardiff, em 1949) é um escritor de créditos firmados nas áreas da literatura policial, dos romances históricos e dos thrillers de espionagem. Desde a década de 70 que publica obras, primeiro sob vários pseudónimos e uns anos mais tarde em nome próprio, e foi já a assinar em nome próprio que o autor conseguiu, em 1978, publicar o seu primeiro best-seller, The Eye Of The Needle (O Estilete Assassino), o qual iria catapultar a sua carreira internacionalmente, ajudando a que hoje em dia tenha mais de 100 milhões de cópias vendidas em todo o Mundo e vários prémios ganhos.
Apesar de a maioria das suas obras abordar o tema da espionagem durante as duas Guerras Mundiais (ou períodos ainda mais recentes), Ken Follett tem como uma das obras mais famosas do seu "reportório" uma história que não tem nada a ver com o século XX. Aliás, este é um romance histórico que em termos temporais se situa bem longe desse período.
Os Pilares Da Terra (The Pillars Of The Earth, 1989) representa a primeira aventura de Ken Follett na escrita de romances históricos, e relata a história da construção da Catedral de Kingsbridge, em Inglaterra, no século XII (durante o período histórico conhecido como A Anarquia), fruto da vontade de um pedreiro chamado Tom, que tinha precisamente como sonho construir uma catedral durante a sua vida, para deixar como legado algo bonito e majestoso.
É quase impossível fazer um resumo de qualidade de uma obra que consiste em 2 volumes e mais de 1000 páginas no conjunto, mas há que referir que aquilo que parece à partida um enredo simples se vai transformar num romance épico de proporções imensas. Vemos os interesses políticos por parte de Nobreza e Clero e a persistência dos heróis das classes baixas, cujas vontades são ameaçadas tanto pelos poderosos como por membros do seu próprio estrato social.
A narrativa é fantástica e fluída e o enquadramento com os factos históricos está muito bem conseguido, deixando-nos a nós, leitores, constantemente ávidos por ler o capítulo seguinte com a maior rapidez possível. Para além disso, Ken Follett mostra-nos aqui, como em todos os seus restantes livros, personagens muito bem construídas; o espaço temporal não nos impede de reconhecer a coerência e veracidade das suas acções (os vilões são excelentes, causando raiva, desespero e frustração genuínos no leitor, fugindo ao normal do autor, que nos consegue muitas vezes colocar a torcer ou sentir uma ponta de pena pelo "mau da fita"). E se na realidade a única crítica negativa a apontar a esta obra se prenda com o facto de o final não conseguir fugir a alguns clichés habituais, não deixa de ser verdade que isso não belisca em nada a grandiosidade de uma história que tem vindo ao longo dos anos a apaixonar pessoas de todas as idades, naquela que foi uma primeira saída da zona de conforto muito bem sucedida por parte de Ken Follett.
Boas Leituras!

Uma palavra; Adorei!
ResponderEliminarXo
Muito obrigado pelo feedback! =)
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