Na cidade que não dorme
Fiz meus sonhos de outras gentes,
Construí muralhas, derrubei portas,
Tomei castelos em várias mentes
E fiz-me senhor de um Império
Tomado de assalto sem critério.
Mas a segurança escasseia
E o motivo não é alheio:
Foi quando tudo usurpei
Que me senti homem meio;
Muito posso ter levado
Mas muito foi o que de mim deixei.
A conquista não faz o Homem
Nem a inércia o mantém,
É fazer o que não foi feito
Que faz dele alguém.
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