sexta-feira, 4 de julho de 2014

Rascunho

Vou existindo
De pé no limbo
De semblante carregado
Ou sorrindo,
Sabendo-me estragado.
Enviam-me nesta cilada
Para sítio de nada
Onde o eterno acaba
E o ar é amargo,
Onde o mel do breu
Foi sorvido num Mundo
Que não é meu.
Tragam-me a escuridão,
Já que a luz é intriga
No que ludibria a visão,
Um gesto triste e assertivo.
Quero ser pouco
Na camuflagem da noite,
Quero estar só
E um futuro abrasivo,
Porque de dia sobrevivo
E é à que noite vivo.

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