Ergo a cabeça e vejo escuridão,
Não uma escuridão cega
Mas de uma visibilidade repulsiva.
Vejo medo, ignorância, intolerância,
Vejo a presunção de quem me tenta superar.
Encontro-me perante uma besta,
Tão horrenda e destrutiva
Que já desfez vontades de viver e amar.
Pessoas chegam e partem
Com a mesma velocidade;
Pretenderam ficar,
Mas compreendem que não podem.
Pelo seu bem, pela sua sanidade,
Terão de desistir da vontade
De contrariar o resto dos Homens.
E eu não quero observar mais
Ao mesmo tempo querendo,
Desapareça a voz da razão,
E a tragédia e a solidão
Enquanto todo o novo torna a velho
São tudo o que vejo por este espelho.
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