Fazes-me falta. É egoísta dizer isto, mas fazes-me mesmo muita falta.
Não sei se alguma vez te dei a entender a verdadeira importância que tinhas para mim. Agora é tarde, eu sei. É tarde para te mostrar o quanto gosto de ti, porque já não me podes ouvir.
Sinto-me hipócrita por continuar a ser assolado por estes pensamentos, porque tu agora não precisas que te façam sentir bem e te digam o quão importante sempre foste. Tu não precisas de nada disso, não precisas sequer de mim, eu é que preciso de ti neste momento e a forma mais discretamente egocêntrica de o mostrar é dizendo que queria mais oportunidades contigo.
Eras o meu escape deste violento Mundo dos Adultos. Por muito desanimado que eu estivesse, a tua presença era suficiente para me deixar a sorrir, mas mesmo assim tu sabias quando me animar, e nessa altura conseguias fazer-me sentir como se nada à minha volta merecesse a minha preocupação. E aí para te fazer a vontade todo o desafio era superado, desde sessões de karaoke de música comigo a cantar música pimba, as danças parvas que hoje fazem toda a gente rir-se de mim e que foram desenvolvidas contigo, as minhas sessões de imitação de vídeos de quedas ou as 200 visualizações do Shrek.
É ridículo que me esteja a sentir assim num dia que durante 10 anos me encheu de felicidade. Gostava de o conseguir evitar, mas não consigo. Continuo com a esperança ridícula de poder olhar-te nos olhos e ver o teu sorriso inocente e cheio de vida, mas o mais perto que consigo estar de ti e de te ver hoje é através de um bloco de pedra polida. E onde havia amor há agora raiva, e onde havia felicidade há agora escuridão. E onde havia uma enormidade de sonhos a cumprir por ti existe agora apenas incapacidade e resignação.
É egoísta e injusto dizer que a culpa é tua por eu não ser neste momento nada do que aquilo que já fui e podia ser. Não é que sejas a responsável por sentir tantas coisas más, mas és a responsável por não conseguir sentir nada de bom. E eu só queria que me olhasses nos olhos e me fizesses sentir que consigo tudo, porque neste momento não consigo. E irrita-me que seja tão fraco para fazer de alguém tão especial um post de blog igual aos outros; tu merecias um blog só para ti, ou até um livro.
Fazes-me falta.
Sem comentários:
Enviar um comentário