terça-feira, 2 de setembro de 2014

Aquilo Que Fazes

Onde parece existir nada
O espaço é teu de direito,
Subiste tudo no teu leito;
O final já está escrito:
Perdes-te em ti,
Ganhaste o passado
Tão efémera de espírito,
Em tempos foste futuro,
Não passas agora de pecado.
Não voltas a nada,
Um onde ou um quem,
Não és nada para além de tudo
Só que nem teu nem de ninguém.
Selvagem nessa tua dança,
Hoje vais à caça
De ser criança
Inocente numa carcaça;
Voltaste à vida
Num minuto desperto
E voaste num mero segundo.
Como o acaso se desajeita
E o infinito passou tão perto,
Com todos os teus defeitos
És mais do que perfeita.

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