Louvo e abomino a tragédia
De sentir tanto de tão pouco,
De gritar até ficar rouco
Se nem no copo de água há tempestade.
Gravo na carne um sopro do vento,
Clamo pelo recuar da idade,
Nem sei porque tento
Se morro com a verdade.
O fim está perto
Ainda que coberto,
Despeço-me deste veneno.
Afinal sempre soube:
A Vida é tão grande
E eu tão pequeno.
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