sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

No Princípio era o Verbo...

O que é um escritor? Para muitos é senso comum, e a resposta mais provável será algo como "alguém que escreve, que reproduz palavras numa qualquer plataforma própria."
Escrever é uma forma de expressão. Todos nós somos potenciais escritores porque temos histórias para contar, novidades para mostrar, sentimentos para exteriorizar. E todos nós acabamos por efectivamente escrever. Escrevemos um conto, um poema, um livro, mas também uma pintura, uma escultura, uma conversa, um desporto. Se todos fazemos o mesmo, porque razão a escrita será propriedade exclusiva de quem faz aparecer conjuntos de letras numa folha de papel ou num ecrã de computador?
Escrever parece pouco mas é tudo. Escrever é falar. Escrever é rir. Escrever é sofrer. Escrever é amar. Resumindo, escrever é sentir.
Não conseguimos escrever algo que não tenhamos dentro de nós. Como é possível reproduzir-se o desconhecido, o estranho? Efectivamente não é. Até mesmo na invenção e na mentira o escritor é genuíno. Se um autor tem num livro seu uma personagem que se suicida, isto não significa que ele tenha tendência a fazer algo idêntico, mas sim que compreende os motivos dessa figura fictícia, que sente a realidade daquela pessoa irreal, que percebe que as medidas que tomadas por outrem fazem sentido em determinada dimensão. Uma empatia literária, portanto.
Escrever é despirmo-nos na frente dos outros, é darmos mais um pouco de nós, é oferecermo-nos para nos completarmos. Sem a escrita não somos ninguém, e a escrita não é nada sem nós.

O propósito deste blog prende-se com a vontade de um ser humano de dar um pouco de si ao Mundo, com o objectivo de também receber algo do Mundo através dessa dádiva. Podem esperar literatura de todo e qualquer tipo: prosa e poesia, filosofia, reflexões, contos ficcionados. Ignorando sempre o Acordo Ortográfico, claro.

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