sábado, 28 de dezembro de 2013

Morre!

Morre!
se ficas descalço em chão lauto,
Se o Futuro é vil e tu tão incauto,

Morre!
porque ficas quieto enquanto tudo em teu redor ande,
O Mundo é pequeno e tu tão grande,

Morre!
se te diluis no Universo,
Se faço da tua prosa meu verso,

Morre!
por uma Pátria sem Pai nem Mãe,
Se o que hoje te morre é de outro alguém,

Morre!
se a tua armada perde rumos e lemes
E a morte ainda é o que temes,

Morre!
porque tens de o fazer,
Nesse dia vais voltar a nascer.

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