Frustrantes,
As tentativas de agarrar a água do rio
Sem algo para guardar,
Sem saber se ela se correu ou fugiu.
A terra onde o rio corre
É menos permeável que a palma da minha mão
Mas o local que a água percorre
É a terra que piso e a que chamo chão.
Porque a terra não mente,
Não fala, não sente.
A terra não complica: encerra uma história
Que só mostra a quem tente.
Os sonhos são um rio que flui,
Correm com vontade até ao sal
Desisti de enclausurar água num punho
É tempo de abraçar um caudal.
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