quarta-feira, 20 de julho de 2016

Paralelo

Sentado no sofá,
Chávena de café numa mão,
Um Fernando ou um José na outra,
Bebo a história, bebo a viagem,
Bebo a glória.

Sentado ao balcão,
Copo de vinho na mão
E contigo na outra,
Bebo o momento,
Bebo desde o chão,
Bebo-te coração.

E as guerras, e as mortes,
As economias e os cortes,
O ozono e a força da Natureza,
São catástrofes menores.
Perante tal beleza
A poesia é tão curta,
A chama tão acesa.

E cartas na mesa,
Se tudo se conjugasse,
Tivesse eu a quem propor,
Pousava a caneta e parava tudo
Aqui, numa fotografia simples,
Só eu e o meu amor.

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