Vives desvivendo
Na incerteza do medo,
Os teus dias vão passando
Mas nada neles passa desde cedo.
O que farias se pudesses
Não é mais do que uma verdade paralela
Que vestes na desculpa para a tua falta de coração,
E os anos prosseguem e apagas velas
E pedes desejos que te pregam ao chão
Porque a inércia, essa,
Só se vence por acção.
Tarde virá esse dia,
Em que deixes de esperar respostas trazidas pelo vento,
O teu ideal ganhou imortalidade:
É preciso estares vivo para morreres
E tu morreste há muito tempo.
Sem comentários:
Enviar um comentário