Sinto de ti
O que mais não sinto,
Sinto-te em mim
Como nunca me sinto.
Cheiro o perfume que trazes ao pescoço
E vejo como o teu cabelo dança ao vento,
Ouço da tua boca que nada posso
E sou tocado pela mágoa do momento
Em que o pronome Nosso ruiu.
Mas ao provar o sal que me escorre o rosto
Descubro deste ser também teu;
Aquele império que caiu
Já não era só meu.
Sentia de ti
O que mais não sentia.
Não era verdade.
Era vontade.
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