Célere viaja o tempo,
E o fim do Verão fogoso
Dá lugar ao Outono cansado
Num eterno sono enrugado.
Hibernam os bons momentos,
Permanece uma memória grata,
E cai a casca de carvalho
Que ocultava o brilho da prata.
Troco pois toda a fugaz glória
Pela simples dedicatória
Da vida numa serenata.
E fico preso à Natureza,
Lar de fascínio e beleza
Sendo ciência não exacta.
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